O ponto de partida foi em Elvas rumo até à localidade de Amora onde nos esperava um dos mais promissores concertos do ano. Após a viagem, a concentração ocorreu alguns metros antes num café apinhado de gente, pronto para acudir a qualquer cliente, vindo do Avante pois claro. Nesses instantes, esperámos alguns minutos para que fossemos com a organização para um recinto labiríntico e com "um mar de gente" jovem sempre a envolver-nos como se tratasse de algum campus universitário com mais de 30 mil pessoas. Entretanto, já nas carrinhas ficámos a perceber o quanto aquela zona da Margem Sul não está preparada para "aguentar" com tantas pessoas num espaço pequeno perante tantos visitantes.
Mais tarde, pela hora de almoço (15,30 horas) chegámos ao palco Alentejo, onde acomodámos o material numa pequena sala de arrumações para depois arrancar o repasto na tasquinha de Évora. Ao final da tarde houve tempo para fazer teste de som e induzir em erro algumas pessoas que pensavam estar já a ver o espectáculo que só iria ter lugar pelas 20,30h. Entre dar os últimos retoques e afinar os instrumentos houve ainda tempo para conhecer o recinto e alguns pontos de interesse como uma feira de discos, onde estavam elementos dos Peste & Sida a autografar cd's da banda. Ainda antes do passeio tirámos algumas fotografias para mais tarde recordar.
O momento da subida ao palco decorreu dentro da normalidade ou não fosse este um evento cada vez mais conhecido pelo seu prestígio musical do que propriamente a actividade política que lhe é associada. O público em bom número e muito atento às canções permitiu perceber que estávamos, sem dúvida, a agradar àqueles que ali se dirigiam ou simplesmente dos que passavam e ficavam. Uma característica especial que aquele palco nos irá acompanhar por muito tempo tinha a ver com a colocação de fotografias na parte superior do painel gráfico por trás dos músicos, nomeadamente imagens de Fausto, Zeca Afonso, Vitorino ou Sérgio Godinho. Sem dúvida inspirador!
Até final tudo correu sobre rodas, os instantes a seguir ao espectáculo centraram-se no ensopado de borrego na tenda dedicada à gastronomia do nosso distrito. Apesar de estarmos a jogar em casa nesse aspecto, o borrego será lembrado mais pela fome que tínhamos após uma tarde e noite em cheio (musicalmente) do que os gostos gastronómicos de cada elemento da Brigada.
Pelas 22 horas o certame deu por encerrada as suas actividades depois de três dias de muita música e animação. Até final, observámos ainda o espectáculo pirotécnico, aguardamos pelas carrinhas que nos tinham trazido até ao recinto e, depois, uma infernal saída de automóvel enquanto a zona envolvente à Festa do Avante não escoou. A vida malvada estava de volta no dia seguinte.